terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mãos Vazias






E então os nossos sonhos
Escorreram pelas nossas mãos
vazias.


Nossos sentimentos
fundiram-se no raciocínio
lógico.

Entregamo-nos, aos poucos,
a uns poucos preconceitos
cômodos.

Perdemos a identidade
numa escala de produção
anônima


e a nossa rebeldia
incorporou-se ao apelo
público

tornando-nos apenas parte
de um cenário
cômico...



...mais uma vez.

Maria Inês

Publicada em Antologia Poética.Scortecci Editora;São Paulo:Bienal do Livro/2006.




2 comentários:

Maria Inês disse...

Adorei as poesias e te reconhecer nelas.
Vc sempre tão sensível e tão presente no cotidiano, externa e principalmente, internamente.
Lindas!

por Alena Mab

Maria Inês disse...

Obrigada, amiga!
Volte sempre!