quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aos Nossos Filhos



E quando eles chegarem
e nos cobrarem os feitos,
que diremos?

Que ficamos perdidos
pelos caminhos vazios
das teorias, tantas.

Procurando atalhos,
esperando a hora,
infinita espera, quantas?

E quando eles chegarem
e nos cobrarem os feitos,
que diremos?

Se, tecendo a vida
nas artimanhas dos sonhos,
hoje somos

apenas uns poucos
loucos sonhadores,
(rara consciência!),

se, na espera tola
fracassada de um tempo,
já cansados,

perdemos, a muito,
o espetáculo todo
de nossa breve existência?

Maria Inês/1982

2 comentários:

Eddie disse...

textos muito bons! um prazer lê-los...

Maria Inês disse...

Obrigada,garoto!!!